Sociedade 5.0: como utilizar a tecnologia a favor das comunidades?
O avanço das tecnologias de produção na indústria está intimamente relacionado às transformações sociais e à qualidade de vida das…
Saneamento, sociedade e meio ambiente
O saneamento no Brasil, apesar dos avanços recentes pós Novo Marco Legal, continua sendo um grande desafio para o país, com questões de infraestrutura, eficiência operacional e acesso universal ainda em grande parte não resolvidas. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2021), quase 100 milhões de brasileiros (44% da população) ainda não têm acesso a serviços de esgotamento, enquanto mais de 15% da população não têm acesso à água tratada em casa.
Em meio a esse cenário desafiador, o sensoriamento remoto traz boas ferramentas para otimizar a gestão dos sistemas de água e esgoto, melhorar a qualidade dos serviços e promover a eficiência operacional. Por meio do sensoriamento remoto, é possível colher e analisar dados instantaneamente para gerar soluções rápidas, de forma eficiente e em grande escala.
Neste artigo, exploraremos como o sensoriamento remoto funciona e os seus benefícios no contexto do saneamento básico no Brasil, destacando como essa tecnologia pode ser uma peça-chave na busca pela universalização do acesso a serviços essenciais. Se você quer saber mais sobre essa tecnologia, continue lendo e aprenda já!
Como o nome da tecnologia sugere, o sensoriamento remoto acontece com a aquisição de informações de objetos geográficos dentro de uma área de estudo, a distância, por sensores que captam a Radiação Eletromagnética refletida ou emitida por esses objetos. Nela, não há o contato direto entre o equipamento e o objeto de estudo, e funciona com o apoio de imagens captadas por aviões, drones e satélites.
O sensoriamento remoto tem como marco inicial as experiências de Newton (1822), que constatou a decomposição da luz branca em feixes de luz. A fotografia, inclusive, foi o primeiro uso efetivo do sensoriamento remoto direcionado ao estudo dos recursos naturais terrestres.
Outro marco foi o desenvolvimento tecnológico da computação que, a partir da década de 1950, alavancou de forma determinante não só o sensoriamento remoto, mas também o conceito de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), a partir do acesso de pesquisadores a computadores mais robustos que possibilitavam o processamento de grande quantidade de dados de forma eficiente e rápida.
Além disso, a chamada indústria 4.0, que envolve o uso intenso de tecnologias, automação e troca de dados, sistemas ciberfísicos, Internet das Coisas (IoT) e computação em nuvem, traz novos avanços ao Sensoriamento Remoto e ao SIG. Com tantos avanços e possibilidades em todas as áreas, é natural que essas inovações cheguem e sejam implementadas também no saneamento básico. Com modelos matemáticos complexos, a tecnologia consegue observar, medir e analisar situações em tempo real e fazer previsões que demandam soluções a curto, médio e longo prazo.
No contexto do saneamento básico, especialmente para os serviços de água e esgoto, a ferramenta é extremamente útil devido à sua capacidade de coletar informações valiosas de forma eficiente e em grande escala, podendo substituir levantamentos demorados de campo e até evitar abertura de valas em alguns casos.
A ideia é que, com os sensores, haja a obtenção de imagens do espaço a ser monitorado e, a partir delas, a coleta e a análise de dados gerados na região, como ocupação urbana, bases cartográficas, áreas de vegetação, hidrografia, entre outras características da superfície terrestre. Existe ainda a possibilidade de captação de imagens em infravermelho, que são muito empregadas para mapear operações humanas, ações de desmatamento, agricultura de precisão, atividades meteorológicas, entre outras.
Vejamos agora 9 aplicações da tecnologia no saneamento e as contribuições que ela oferece para melhoria do setor.
No geral, o sensoriamento remoto desempenha um papel fundamental na melhoria da eficiência operacional, na sustentabilidade ambiental e na qualidade dos serviços de água e esgoto, contribuindo para a saúde pública e o bem-estar das comunidades.
Mensurar, analisar, prever e melhorar a qualidade de vida das pessoas. É isso que o sensoriamento remoto pode fazer quando se trata da infraestrutura das cidades.
Com imagens de satélites e o geoprocessamento desses dados, é possível planejar a expansão dos serviços no presente e prever a demanda no futuro, trazer mais eficiência, agilidade e segurança para os processos, melhorar a gestão dos recursos naturais e diminuir impactos ambientais. Além disso, é uma ferramenta que oferece precisão e segurança para a tomada de decisão na resolução de problemas.
Agora que você já sabe a importância do sensoriamento remoto, que tal conhecer mais sobre a democratização da água?
O avanço das tecnologias de produção na indústria está intimamente relacionado às transformações sociais e à qualidade de vida das…
No Brasil, quase metade da população não tem coleta de esgoto. Isso significa que existe uma falha considerável no acesso…
Apesar de ser uma infraestrutura fundamental para o bom funcionamento das cidades e a saúde e o bem-estar das pessoas,…
Uma das principais questões ambientais da era contemporânea é, sem dúvida, a enorme quantidade de lixo produzida no planeta. Associado…
Comentários