O avanço das tecnologias de produção na indústria está intimamente relacionado às transformações sociais e à qualidade de vida das pessoas. Da Revolução Industrial no final do século 18 até hoje, o desenvolvimento de soluções tecnológicas se intensificou em níveis imaginados apenas em histórias de ficção científica, chegando ao que chamamos de Sociedade 5.0.

Essa nova concepção engloba uma série de ferramentas e abordagens que modificam a maneira de o homem enxergar a economia, os meios de consumo e a exploração dos recursos naturais. Se antes, na Revolução Industrial, o progresso servia para produzir mais, na Sociedade 5.0, o foco é usar a tecnologia para viver melhor, com mais qualidade.

Por isso, neste artigo, você vai compreender as múltiplas facetas dessa nova era. Primeiro, faça uma viagem na evolução histórica da tecnologia aplicada aos meios de consumo. Depois, mergulhe no conceito, nos desafios e avanços que conquistamos até agora em nosso país. Por fim, conheça as principais tecnologias que fazem parte desse contexto e fique por dentro de algumas das melhores iniciativas ao redor do mundo!

A evolução da sociedade até a Revolução 4.0

É provável que você já tenha ouvido falar em Indústria 4.0. De fato, a revolução tecnológica tem uma ligação direta com a revolução industrial, que afeta o acesso a bens de consumo e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, a progressão da sociedade sempre esteve atrelada a novos modelos e descobertas nos meios de produção.

Nesse ponto de vista, a Sociedade 5.0 é um conceito que vem após a Indústria 4.0, mas que apresenta um poder transformador mais profundo e penetrante capaz de fazer uma verdadeira revolução na humanidade. Ao passo que a Indústria 4.0 foca no chão da fábrica, a Sociedade 5.0 põe o ser humano no centro da transformação tecnológica.

A divisão teórica de cada etapa da sociedade depende da abordagem. Os japoneses, por exemplo, concebem a Sociedade 5.0 a partir da versão 1.0, que antecede a Revolução Industrial:

  • Sociedade 1.0: a humanidade ainda era nômade e não produzia seu próprio alimento. Seus meios de subsistência se baseavam na caça e na coleta de vegetais não cultivados, disponíveis na natureza, mudando de local quando o alimento escasseava;
  • Sociedade 2.0: o homem fixa residência e passa a produzir seu próprio alimento por meio do preparo do solo e plantio. A princípio, a produção era direcionada basicamente para sustento familiar e comunitário. Nesse momento, a população do planeta começa a aumentar exponencialmente;
  • Sociedade 3.0 — Sociedade industrial: surgem as primeiras máquinas e motores a vapor, resultando na Revolução Industrial. Há grande aumento na produção de bens de consumo. Ao mesmo tempo, percebe-se o grande impacto da atividade humana no meio ambiente, como a emissão de gases causadores do efeito estufa;
  • Sociedade 4.0 — Sociedade da informação: surgem os computadores com as ferramentas digitais. Dessa forma, é possível acessar e processar um grande volume de dados e comunicar-se instantaneamente com as pessoas a longas distâncias. Nessa Era da Informação, o ser humano é o produtor de informações, característica que evolui na próxima sociedade.

A Sociedade 5.0 passa a ser a evolução da anterior. Concentrando-se, porém, apenas nas questões tecnológicas, o divisor de águas fixa-se em 1784, com a Primeira Revolução Industrial, sendo organizado da seguinte maneira.

Pré-Primeira Revolução Industrial

Calcula-se que há 10 mil anos, a alimentação básica era o trigo em sua forma bruta, como é encontrado na natureza. Com o tempo, o homem passa a triturar os grãos e comer uma espécie de pasta, que posteriormente foi evoluindo até a criação do pão. Depois de alguns séculos, o homem ganha domínio sobre as técnicas de cultivo (agricultura) e a população aumenta junto com sua demanda por alimentos.

Algumas regiões aprimoram suas ferramentas agrícolas e utilizam energia eólica, hídrica e tração animal para suas operações, como a movimentação de moinhos.

1ª Revolução Industrial

Por volta do ano de 1784, são criadas as primeiras máquinas a vapor. Essa fonte de energia revoluciona a produção em diversos setores da economia, desde o campo até a indústria. Dessa forma, a principal fonte de riqueza das cidades deixou de ser o comércio e passou a ser a atividade industrial.

2ª Revolução Industrial

Em sua segunda fase de evolução, a indústria vê seus primeiros motores elétricos agilizarem o ciclo produtivo. Por volta da metade do século 19, surgem novas fontes de energia, como o petróleo, a água e o urânio. Com isso, as fábricas passam a conquistar recordes de produtividade, aumentando ainda mais a oferta de produtos.

3ª Revolução Industrial

Há aqui, após a Segunda Guerra Mundial, profundas transformações tecnológicas, baseadas no conhecimento e na pesquisa científica. As operações das fábricas passam a contar com computadores, softwares de gestão, sistemas elétricos e máquinas controladas por chips.

Também vemos nesse progresso o surgimento de transmissões de TV, rádio, Internet e telefone, além de avanços nas pesquisas aeroespaciais e descobertas na biotecnologia.

4ª Revolução Industrial, ou Indústria 4.0

Nas últimas décadas, presenciamos um grande salto na digitalização, quando diversos processos industriais foram automatizados. Esse conceito é formado por vários componentes, reunindo tecnologias que são fundamentais a essa era, tais como:

  • automação robótica;
  • simulação virtual;
  • interação entre diversos sistemas de computador;
  • IIoT (The Industrial Internet of Things);
  • cibersegurança;
  • impressão 3D;
  • Big Data e Analytics;
  • computação em nuvem;
  • realidade aumentada.

Até aqui, essas revoluções focaram sempre na atividade industrial. Mas a Sociedade 5.0 é uma evolução das tecnologias da abordagem vista na 4ª Revolução Industrial, combinando todas aquelas inovações para facilitar a vida do ser humano.

O conceito de Sociedade 5.0

Também chamada de sociedade superinteligente, trata-se de uma sociedade otimizada com tecnologias digitais, o que inclui a análise de um grande volume de dados, Internet das Coisas, Inteligência Artificial (IA) e robótica avançada. Dessa forma, o desenvolvimento tecnológico tem por objetivo aprimorar o bem-estar humano, a qualidade de vida e a resolução de problemas sociais.

A Sociedade 5.0 é um conceito mais amplo e de maior alcance na humanidade, uma vez que promete uma transformação profunda no modo de vida das pessoas, ao mesmo tempo em que enfrentará desafios sociais, como formação acadêmica e ética da população, despojamento e impacto ambiental.

Com isso, as ideias da Sociedade 5.0 tendem a resolver problemas sociais complexos e persistentes, que afetam a humanidade.

Os pilares da Sociedade 5.0

Essa nova era se sustenta em diversos pilares conceituais, mas três deles são considerando essenciais, pela forma como impactam no modo de vida da humanidade.

Qualidade de vida

Os avanços da Sociedade 5.0 visam tornar a vida das pessoas mais confortável e tranquila, seja qual for a idade ou o gênero. Desse modo, formas de trabalho desgastantes, mecânicas e pesadas não existirão mais. Essas tarefas ficarão a cargo da automação e de robôs, permitindo que as pessoas possam utilizar mais tempo e energia para atividades que lhes tragam maior satisfação.

Inclusão

A ideia é que todos nós tenhamos acesso igualitário às vantagens que as ferramentas tecnológicas possam trazer. Assim, para que a Sociedade 5.0 não acentue ainda mais as desigualdades, a inclusão é um dos pilares-chave dessa mudança de paradigma.

Sustentabilidade

A alta produtividade advinda da Revolução Industrial motivou a competição entre as empresas. Com isso, as indústrias focaram em aumentar seus resultados e lucros, deixando para trás a preocupação com os recursos naturais. Dessa maneira, o avanço tecnológico causou um impacto devastador no meio ambiente, como poluição do ar, do solo e das águas, exploração desmedida de recursos renováveis e não-renováveis e alterações climáticas.

Exemplo disso é o problema do consumo em excesso que vivemos hoje, que resultou na grande quantidade de resíduos gerados. Este é, sem dúvida, um dos principais desafios ambientais da atualidade. Nesse contexto, é fundamental explorar medidas que auxiliem a melhora do quadro ambiental, como estimular a reciclagem no Brasil, visto que, por aqui, há pouco reaproveitamento dos produtos descartados e a quantidade de lixo produzido bate recordes anuais sucessivamente.

Portanto, a Sociedade 5.0 apresenta uma outra abordagem, de evolução em consonância com a sustentabilidade e a preservação ambiental. Por isso, há muitos investimentos em energias renováveis em detrimento de combustíveis fósseis, por exemplo.

Os avanços e desafios de uma Sociedade 5.0

Neste 5º capítulo no livro da evolução da humanidade, os japoneses estão muitas páginas à frente. Na verdade, foram eles que trouxeram essa ideia e colocaram a sociedade como foco da inovação tecnológica. E os investimentos no setor são pesados. Segundo dados do Governo japonês, somente em robótica, o país prevê um investimento de US$ 87 bilhões, e mais US$ 6 bilhões em Internet das Coisas (IoT).

Mas os desafios para esse avanço são muitos. E, acredite, as maiores dificuldades não são técnicas, pois as tecnologias já existem, e diversas delas já são utilizadas em nosso cotidiano. Então, qual é o problema? Considere alguns a seguir.

Evolução da mentalidade

Ainda vemos uma mentalidade fortemente individualista na sociedade. Isso limita bastante o pensamento colaborativo característico da Sociedade 5.0 e o desenvolvimento de soluções que possam trazer benefícios reais em diversos setores. Muitas empresas continuam com o foco nos lucros, ignorando os fatores sociais. No entanto, esse mindset aos poucos está se modificando, e já vemos iniciativas interessantes.

Envolvimento das lideranças

É fundamental que o Estado participe nessa evolução para a era da Sociedade 5.0, aprimorando a gestão pública, investindo na integração das tecnologias e criando leis que deem suporte para uma transição mais segura. Vemos no Japão, por exemplo, um forte apelo e um amplo incentivo por parte do governo.

Aqui no Brasil, já vemos algumas ações que tomam a direção da digitalização e abrem muitas oportunidades, tais como o documento digital de identidade, acesso a todos os canais do governo em uma plataforma única e diversos outros serviços digitais.

Tecnologia com vieses e preconceitos humanos

Sendo programadas por seres humanos e alimentadas com grandes quantidades de dados e textos relativos ao conhecimento que nós produzimos, as inteligências artificiais acabam refletindo, por meio de nuances da linguagem, as nossas desigualdades sociais, bem como o machismo e o racismo reproduzidos ao longo da história da humanidade. Desse modo, muitas vezes, as tecnologias acabam reproduzindo e reforçando problemas sociais graves, como os preconceitos.

Por isso, atenuar o viés desses sistemas deve ser prioritário e um dos princípios do trabalho com inteligência artificial. Inclusive, especialistas preveem que examinar o comportamento dessas novas tecnologias será algo muito importante no futuro, gerando até uma nova indústria com especialistas pagos para realizar a auditoria de seus algoritmos com a finalidade de encontrar e eliminar todos os tipos de preconceitos e comportamentos inesperados.

Falando então em tecnologias, vamos conhecer algumas soluções e novas possibilidades que fazem parte da Sociedade 5.0.

As tecnologias aliadas à Sociedade 5.0

Inteligência Artificial (IA)

IA é a capacidade de sistemas e máquinas conseguirem tomar decisões de forma autônoma, sem a interferência humana. Outros conceitos atrelados são o Big Data (grande volume de dados disponíveis), Analytics (análise e processamento desses dados) e Machine Learning (capacidade de as máquinas aprenderem com os dados processados e as experiências adquiridas). Mas como isso pode fazer parte de uma cidade inteligente?

Por exemplo, na área de saúde, a Inteligência Artificial pode diminuir custos e tempo ao fornecer um diagnóstico médico, com base em exames, estudos e pesquisas, questionários e todo o conhecimento adquirido pela máquina. Além disso, a IA pode realizar atendimentos automatizados em sites, análise de processos do Governo e demais instituições, reduzindo o tempo de resposta.

Internet das Coisas (IoT)

Em tese, qualquer “coisa” pode ser conectada à Internet e trocar informações com sistemas e outros dispositivos. Esses objetos podem ser desde eletrodomésticos até postes de luz e componentes de um carro. Por exemplo, lanternas de veículos, luminárias e semáforos poderiam ser utilizados para garantir a recepção de sinais de GPS em locais de menor alcance, como em túneis.

Essa mesma tecnologia pode ser utilizada para otimizar a infraestrutura pública de transporte, transmitindo o posicionamento exato dos ônibus. Com isso, a gestão do sistema é aprimorada e os usuários beneficiados, já que passam a conseguir se programarem melhor e buscarem alternativas em caso de atrasos, por exemplo.

No caso dos serviços de saneamento, sensores podem ser instalados em toda a rede de água e esgoto para monitorar o sistema a distância, prever tendências de consumo, corrigir entupimentos com maior agilidade, entre muitas outras aplicações dentro do setor de saneamento básico.

Cloud Computing (Computação em Nuvem)

A Computação em Nuvem consiste no armazenamento e processamento de dados em servidores remotos. Com a velocidade e a estabilidade da Internet cada vez maiores, é possível que sistemas mais complexos possam ser executados e uma grande quantidade de dados processadas em dispositivos menores e mais simples, permitindo o avanço da Internet das Coisas.

Bons exemplos de Computação em Nuvem são serviços como Dropbox, iCloud e Google Docs, em que os usuários criam e editam documentos online, sincronizando as atualizações em tempo real. Os serviços em nuvem permitem inúmeros benefícios, como redução de custos com infraestrutura e softwares; economia do espaço em disco; centralização das informações e trabalho remoto, já que as pessoas podem acessar as informações necessárias de qualquer dispositivo conectado à Internet.

Veículos autônomos

De transporte de pessoas ou de carga, os veículos autônomos funcionam sem um motorista. Utilizam muitas das tecnologias que já foram listadas aqui, como Internet das Coisas, Nuvem, Inteligência Artificial etc.

Já se fala hoje em vias inteligentes, dedicadas a veículo autônomos, que podem ser menores, mais ordenados, seguros e sincronizados com os semáforos. A ideia é que as cidades sejam de fato feitas para as pessoas, com vias que ocupem menos espaço e com áreas maiores para circulação de pedestres.

Telemedicina

Com as novas tecnologias de comunicação a distância, armazenamento e processamento de dados e Inteligência Artificial, será cada vez menos necessária a presença física de médicos e outros profissionais da saúde. Até mesmo cirurgias poderão ser feitas de modo remoto.

Mais uma vez, a Internet das Coisas viabiliza o avanço das cidades inteligentes e, nesse caso, hospitais inteligentes. Diversos dispositivos hospitalares e laboratoriais ficarão interconectados, compartilhando informações importantes para que procedimentos e atendimentos sejam feitos a distância, democratizando o acesso a serviços essenciais.

Robótica

Robôs dotados com Inteligência Artificial e Machine Learning poderão dar conta de atividades de risco, reduzindo ocorrências de acidentes de trabalho. Além disso, com a introdução do uso de robôs em cirurgias, por exemplo, foi possível tornar alguns procedimentos mais eficazes e seguros e menos invasivos, facilitando procedimentos mais complexos.

Adoção de fontes de energia renováveis

Todas essas tecnologias, como veículos autônomos e robôs, demandam bastante energia para funcionar. E, como vimos, a Sociedade 5.0 tem a sustentabilidade como um dos seus pilares. Por isso, aumentam os investimentos em geração de energia limpa e renovável, como a eólica e a solar.

Apenas para ter uma ideia, a Lightyear, uma empresa holandesa de mobilidade, lançou o protótipo de um carro capaz de percorrer 725 quilômetros a partir de uma pequena bateria que pode ser recarregada usando a luz solar. O projeto da empresa chama-se Lightyear One, e tem previsão de ser vendido ao público em 2021.

Os impactos de uma Sociedade 5.0

Todas essas tecnologias são capazes de garantir impactos significativos na qualidade de vida da população e na preservação do meio ambiente, expandido o atendimento com serviços básicos a todas as pessoas, o que contribui para minimizar desigualdades. Veja o que isso pode significar para alguns setores.

Área da saúde

Diversas ferramentas de Inteligência Artificial podem ser utilizadas para resolver tarefas administrativas, de modo que os profissionais de saúde tenham mais condições de se concentrarem nas necessidades de seus pacientes. Isso significa uma redução importante em gastos na área. Segundo o Healthcare Global, a AI pode reduzir os custos em 10% no setor.

Um exemplo prático é a telemedicina, que já mencionamos. A prática permite laudos, consultas, diagnósticos, monitoramentos e até cirurgias de forma remota. Custos com transporte do médico e o tempo para atendimento serão profundamente reduzidos. E os benefícios de um atendimento de qualidade e com médicos de referência chegam a pessoas com problema de mobilidade, como idosos e deficientes, e a pessoas que moram em locais de difícil acesso.

Mobilidade pública

Os veículos remotos controlados por software e monitorados a distância vão garantir muito mais segurança no trânsito, uma vez que erros humanos poderão ser reduzidos.

Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, 90% dos acidentes são derivados de falhas humanas. Entre os principais problemas estão uso de celular, excesso de velocidade e falta de equipamentos de segurança. Com as tecnologias das cidades inteligentes, o perigo do fator humano acaba sendo reduzido.

Infraestrutura

Robôs, IoT, IA e todas as outras tecnologias embarcadas na Sociedade 5.0 serão as grandes responsáveis por resolver os problemas de infraestrutura nas grandes cidades.

Quando falamos em saneamento básico, as novas tecnologias são nossas aliadas para chegar à universalização do saneamento e melhorar as condições de atendimento com os serviços nas cidades. Com a geração de Big Data e o uso de ferramentas de Machine Learning, é possível prever melhor o comportamento dos sistemas e antecipar demandas, evitando transtornos para a população. Isso ocorre pois, à medida que ensinamos o sistema, ele aprende a tomar as melhores decisões, melhorando a eficiência das operações.

Exemplo disso é que já possível prever onde ocorrerá vazamento de água e, com isso, priorizar a substituição de redes nos locais mais críticos do sistema de abastecimento. Dessa forma, há economia de recursos e redução das perdas de água de maneira mais eficiente. O uso de tecnologias de IoT, Big Data e Machine Learning também permite medir as vazões de adutoras de maneira virtual. Por meio de sensores, a vazão da água é determinada pela diferença de pressão em várias partes da rede.

Tecnologias como essas são inovações importantes, pois a instalação de macromedidores (equipamentos que medem a vazão nas redes) exige obras para instalação e investimentos muito altos. Assim, com o uso de tecnologias mais modernas, pode ser possível baratear o custo do monitoramento do sistema, além de ter um conhecimento muito maior do funcionamento de uma rede de abastecimento de água. Desse modo, as equipes profissionais podem atuar na operação de maneira mais rápida e otimiza o investimento em saneamento realizado nas cidades.

No que diz respeito à coleta e tratamento de esgoto, em alguns países esse ferramental também é utilizado para prever lançamentos irregulares, como de indústrias e comércios. Com isso evita-se a sobrecarga nas estações de tratamento e o meio ambiente é preservado de lançamentos fora dos padrões aceitáveis, contribuindo para a despoluição de rios e mares.

No entanto, para aplicar essas soluções, é preciso ter toda a infraestrutura mapeada e referenciada. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, ainda vai levar algum tempo para resolver a falta de saneamento. De modo geral, o país ainda está trabalhando no básico no que diz respeito a novas tecnologias. No entanto, dentro de algumas empresas, já é possível observar um entendimento maior acerca do gerenciamento de dados de uma forma que possa trazer valor ao negócio. Exemplo disso são as fintechs, que estão alguns passos à frente nesse sentido.

Redução da burocracia

O investimento no gerenciamento de dados, na Nuvem e nos sistemas de gestão permitem que as pessoas tenham rápido e remoto acesso a informações. A tendência é que as pessoas fiquem cada vez mais conectadas, resolvendo seus assuntos por meio de plataformas e aplicativos instalados em dispositivos móveis.

Redução do impacto ambiental

O consumo de combustíveis fósseis, o excesso de descarte de resíduos e a emissão de CO² são exemplos de problemas que as tecnologias poderão ajudar a resolver. As novas infraestruturas estão levando em conta as necessidades e a proteção do meio ambiente.

Como visto, o conceito de Sociedade 5.0 tem por objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio de soluções tecnológicas inteligentes. As ferramentas visam resolver problemas em diferentes áreas, como saúde, educação, infraestrutura, transporte, entre outros. Parece que temos pela frente a esperança de um futuro mais sustentável, com a tecnologia jogando a favor do meio ambiente!

Nesse texto, falamos sobre alguns desafios do saneamento. Aprofunde-se melhor no tema e saiba como a falta desse serviço pode afetar a saúde da mulher!

Este conteúdo foi produzido com base na entrevista realizada com Luiz Antonio Lopes, coordenador de Engenharia e Novas Tecnologias na BRK Ambiental.